
O cenário político baiano entra em fevereiro de 2026 sob o signo da articulação. Com o calendário eleitoral começando a ganhar corpo, o governo estadual e as principais forças de oposição intensificam as movimentações para consolidar alianças e definir estratégias que devem pautar o debate público ao longo do ano.
Alinhamento da Base Governista
No Palácio de Ondina, o foco central é a entrega de obras estruturantes e a manutenção da coesão na base aliada. O governador e seu núcleo político têm mantido agendas frequentes no interior, especialmente no Norte e Oeste do estado, buscando consolidar o apoio de prefeitos e lideranças regionais. A estratégia é clara: utilizar a entrega de grandes projetos de infraestrutura e saúde como vitrine para a continuidade do projeto político atual.
Internamente, as discussões sobre a chapa majoritária para o próximo pleito já começam a ocupar os bastidores. Partidos da base, como o PSD e o Avante, buscam garantir espaço e representatividade, enquanto o PT foca na manutenção do protagonismo histórico no estado.
Oposição e Articulação em Salvador
Do outro lado, a oposição liderada pelo grupo do ex-prefeito ACM Neto e o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, mantém uma agenda de críticas contundentes à gestão da segurança pública e ao sistema de regulação de saúde no estado.
A capital baiana, principal vitrine da oposição, serve como laboratório para novos modelos de gestão que o grupo pretende nacionalizar ou expandir para o interior. O desafio da ala oposicionista para 2026 é romper a polarização e avançar sobre redutos eleitorais onde o governo estadual detém maior capilaridade.
Temas que Dominam a Pauta
Três pilares devem dominar o debate político na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) neste semestre:
- Segurança Pública: O aumento dos índices de violência e as operações integradas com o governo federal.
- Infraestrutura: O acompanhamento das obras da Ponte Salvador-Itaparica, que continua sendo um ponto central de cobrança política e promessa de desenvolvimento.
- Economia Agrícola: O diálogo com o setor do agronegócio, fundamental para o PIB baiano e com forte influência política no Oeste do estado.
Com as convenções partidárias ainda distantes, o momento é de “pavimentação”. Cada visita oficial e cada emenda parlamentar liberada é vista como uma peça movimentada neste tabuleiro que definirá os rumos da Bahia nos próximos anos.

Seja o primeiro a comentar