A Polícia Civil da Bahia cumpre ordens judiciais expedidas contra integrantes de uma organização criminosa investigada por praticar estelionatos sistemáticos na modalidade conhecida como “golpe do falso advogado”. A ofensiva policial teve como foco desarticular o núcleo financeiro e operacional do grupo.
De acordo com as investigações, os golpistas obtinham dados públicos de processos judiciais e criavam perfis falsos em aplicativos de mensagem utilizando nomes e fotos de advogados e escritórios de advocacia renomados. Em seguida, entravam em contato com as partes dos processos informando sobre supostas liberações de alvarás ou indenizações, mediante o pagamento prévio de taxas e custas inexistentes.
O Poder Judiciário decretou a indisponibilidade de bens e o bloqueio de R$ 3,5 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados. Durante o cumprimento das buscas, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, cartões de crédito, documentos e veículos utilizados na lavagem do dinheiro arrecadado das vítimas.
Pontos Centrais do Fato Bloqueio de Ativos: A Justiça baiana determinou o bloqueio de R$ 3,5 milhões e o sequestro de bens e veículos de alto valor do grupo fraudador.
Modus Operandi: Os suspeitos utilizavam dados de processos para se passar por advogados e cobrar falsas taxas de liberação de valores a clientes.
Desarticulação Digital: A operação apreendeu telefones, computadores e cartões bancários que alimentavam a estrutura das fraudes eletrônicas.
Desdobramentos e Análise A expansão de golpes virtuais que exploram a boa-fé de cidadãos em trâmite na Justiça exige resposta contundente do aparelho de segurança pública e conscientização das entidades de classe. O cerco policial e o bloqueio de patrimônios ilícitos protegem a relação entre advogados e constituintes e reforçam a segurança digital em todo o interior baiano, incluindo os municípios sob jurisdição das comarcas do Vale do São Francisco.
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